"Da Vincis do Povo" no CCBB


Impossível não olhar para o céu ao caminhar pelo centro histórico de São Paulo! Não bastassem as edificações antigas e os incríveis ângulos que estes prédios centenários proporcionam, o Centro Cultural Banco do Brasil expandiu sua galeria para provocar com enormes meios de transportes suspensos por cabos de aço, navegando em plena rua paulistana.



“Da vincis do povo” foi o nome dado à coletânea de obras de uma dos mais instigantes artistas da atualidade, o chinês Cao Guo-Qiang. Premiado em diversas bienais de arte, o artista ultrapassa os limites da arte convencional, se apropriando do artesanato e do cotidiano do seu povo para apresentar um novo olhar para o século XXI, questionando todas as formas de expressões artísticas por meio de seus robôs de sucata ou mesmo através da projeção de imagens em superfícies não convencionais.



A exposição tem seu inicio já na rua, onde grandes equipamentos de transporte sobrevoam a rua, rompendo a monotonia da perspectiva de quem passa por estes caminhos todos os dias, e sugerindo reflexões por meio da frase “nunca aprendi a pousar”, escrita na empena de um dos edifícios do entorno. Logo no átrio do centro cultural, um gigantesco trabalho reproduz imagens brasileiras, obtidas por meio de uma técnica muito própria que é o uso de fogos de artifício e pólvora em uma superfície branca. 



O trabalho impressionante, que também está presente em outras obras no mesmo prédio ou no edifício dos Correios – também no centro da cidade – pode ser compreendido por meio dos vídeos apresentados na exposição, gravados aqui mesmo no Brasil. As telas em tintas apresentadas em uma das salas são produzidas de forma indireta pelo artista, já que quem as pinta são os robôs criados por Cao; certamente, o ponto alto da exposição para as crianças! 


O Centro Cultural Bancodo Brasil, neste período da exposição do artista chinês, ocupou todos os andares com o trabalho do artista e convida todo o público a experimentar “fazer arte”! Vale a pena tentar entender e arriscar.
Por Fabrício Forg

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